20 de mai de 2010

13 de mai de 2010

"Não sei como começar, e se soubesse, certamente não seria com uma negação. Mas já comecei, e bem, é. Gosto de olhar as pessoas, da forma que olham, andam, se vêem, conversam, do jeito que expressão com o corpo o que a mente quer lembrar, embora não repare como eu faço. Enfim, as pessoas, não, eu. Desfoquei.

Tem sido um impulso muito estranho a minha vida.
Nem bem entendo completamente os processos e já me lanço, vida vida, ultrapassa todo entendimento. Eu poderia estar escrevendo a um desconhecido, por exemplo, mas não, escolhi você. Isso talvez nem entendamos, significa muita coisa no campo dos signos. Eu mesma sou uma desconhecida.

Tem muitas portas que ainda não abri, meu coração é um labirinto cheio de corredores. Tem um teto baixo, mas isso não é meu coração por inteiro, e pode nem ser o meu e me parecer ser. Muitos planos, poucos atos. Ou seria muitos atos, poucos planos?
Não sei.

Te liguei esses dias, nunca me atende. Não ligo mais, digo, não ligo mais para isso. Continuo te ligando. Ocupado. Desligado. Obrigada, deixa pra próxima.
Resolvi escrever um samba, uma poesia, cantar, viajar em uma serenata, ir para o mar, te levar comigo. Desisti, a gente desiste de tanta coisa que pensa. Ainda bem, certas coisas assustam dentro da gente, ainda não, podia conseguir tantas coisas se acreditasse mais um pouco. Em mim.

Fico me procurando, sabe, aonde perdi a essência de coisas mínimas. Minhas. Tinha simplesmente coisas que existiam aqui e não estão mais, ficaram no caminho, se perderam ou se transformaram em outras. Apareceram outras mesmo. Mas é que queria todas. Estou te confundindo?

Na verdade, o que eu quero mesmo é um sonho, uma força, um impulso cria-dor, criar uma, sarar outras.

Tudo isso descreve muito, meu amigo, de dias, de horas, e do nada. De nada.
Me liga qualquer hora? Promete? Não, não prometa, odeio expectativas. Pronto não me ligue. (E me surpreenda, é melhor. Pronto, estamos combinados).

Ainda não li os livros, tenho pilhas, deixo tudo, acumulo muito. Você sabe.
Peguei outros para ler, interessantíssimos, mas tenho que ler tudo, cansei de imcompletudes. Começar e ir até o final, quando convier. É claro.

Te gosto, não some."

Rasguei.

2 de mai de 2010

Quando é que a gente sabe que aprende? Quando é que a certeza se apresenta certa? De onde foi que veio esse sentimento de retroceder nas coisas? Pequenas coisas, coisas pequenas. Mas a sensação não, aprendi ou não aprendi? As perguntas são engrenagens, em que me movimentam?
O nome disso não é medo, não sei se tem nome. Tem?

Quero me soltar, tirar essa poeira leve de cima de mim, sair da penumbra, entrar no fluxo. Crescer.

Crescer, crescer...

A minha compreensão é do tamanho que eu me entendo e entendo o mundo. Parece assim, desabafo essas palavras. Uma necessidade.

Aproveitar esse vento que vem do norte e voar! Alçar liberdade para a felicidade.