19 de abr de 2007

danças.

Não me sai nada de bom nesta merda.
Deve ser o aperto, o aperto de idéias condensadas.
Desvairadas, vai cumprimir-me o dia...
Não há nada que se inventar?
Já fizeram tudo? Sonharam com tudo?
Escreveram o que se havia de escrever entre milhões de coisas que todo o plano sensorial nos permite? E sobre as crianças colhendo conchas na praia? Já descreveram da sensação boa de pisar na areia e vez ou outra, na conchinha gelada? Lembrar daqueles cabelos compridos brincando ao vento, querendo chegar ao céu, veja só, ao céu! E o mar... e seu infinito. Não me parece mesmo ter fim. Pular ondinhas, sorrir aos cantos do rosto, sentir, sentir e dançar. No alto de uma duna, mesmo que sozinha, dançar ouvindo o mar... Ele fala coisas tão bonitas, canta uma música tão doce, que esqueço até que sua água é salgada. Como aqueles biscoitos de padaria...
Aahh, dança pequena. Que superas a metafísica de Fernando Pessoa e seus heterônimos. Visto que é só lembrança de algo que não aconteceu [aqui, agora]...

16 de abr de 2007